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Empresas pedem na Justiça moratória de tributos
Tributário
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Empresas pedem na Justiça moratória de tributos

Empresas, das menores às maiores, que não fabricam ou vendem produtos ou serviços considerados essenciais estão sendo impactadas pela paralisação imposta pela pandemia de coronavírus. Com a redução, se não fim do faturamento, mas ainda responsáveis por despesas fixas, é preciso fazer malabarismo para pagar a folha de pagamento e manter os pagamentos em dia. Por isso, algumas estão entrando com ação judicial que pede moratória, ou seja, a suspensão da exigência, dos tributos federais durante o período de calamidade pública decretado pelo governo federal na terça-feira passada (18). 

Pedro Schuch, advogado do escritório Sturmer & Wulff, que representa algumas dessas empresas, explicou à coluna que o processo não interrompe o lançamento do tributo na Secretaria da Receita Federal (RFB), mas permite a prorrogação do pagamento para empresas com sede em localidades que, via decreto estadual, decretaram estado de calamidade pública. O prazo solicitado vai até o último dia útil do terceiro mês após a data em que se decretou calamidade:

– Vale ressaltar que existem tributos federais e estaduais. Ou seja, cada moratória deverá ser feita separadamente nas varas estaduais e nas federais – esclarece. 

Na avaliação de Schuch, as medidas já anunciadas pelo governo federal, como a suspensão do pagamento do FGTS e redução das contribuições ao Sistema S, não são suficientes para amenizar as perdas:

– Algumas empresas estão entre a cruz e a espada: ou pagam os tributos ou mantêm a folha de pagamento em dia. No momento, os empresários estão escolhendo como empregar o dinheiro que tem em caixa. A moratória está sendo solicitada para que o Estado alivie um pouco a cobrança.

De acordo com o advogado, até a noite de segunda-feira (23), o escritório ingressou com uma dezena de ações que, juntas, somam R$ 80 milhões em tributos:

– Estamos com um fluxo de trabalho muito grande, já temos outras 20 na lista de espera. Estimamos que o valor total fique em torno de R$ 500 milhões.

— Algumas empresas estão entre a espada e a cruz: ou elas pagam os tributos ou mantém a folha de pagamento dos funcionários em dia. No momento, os empresários estão escolhendo para qual direção irá o seu caixa. Esse recurso está sendo utilizado para que o Estado alivie um pouco, pelo menos durante a crise. 

De acordo com o advogado, até a noite de segunda-feira (23), o escritório já havia emitido dez mandados de segurança, que juntos somam R$ 80 milhões de tributos: 

— Já temos outros 20 na lista de espera. Estimamos que o valor gire em torno de R$ 500 milhões entre tributos federais e estaduais.

Matéria postada originalmente no site GaúchaZH

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As ações estão sendo assinadas pelos nossos advogados Felipe Hessel e Ulisses Pizzolatti. Entre em contato para saber mais

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